sexta-feira, 19 de setembro de 2008

TÉCNICA DE PAPIETAGEM




Numa panela, coloque 3 copos de água, 2 colheres de trigo, 1 colher de vinagre.Coloque no fogo para ferver, mexendo sempre para não empelotar.( esse é o grude para colar os papéis no molde).
Pegue uma vasilha como molde, pode ser potes de diversos tamanhos, desde um pote de margarina até um um balde de lixeira.
Cortem com as mãos pedaços de jornais e revistas.O tamanho deverá ser proporcional ao recipiente que vc quer revestir.
A primeira camada deve ser colocada ao redor do pote, recobrindo tudo com papel molhado.Do contrário não será possível, retirar o molde, ou seja, o recipiente escolhido.Depois dele recorberto com pedaços de jornais molhados e bem aderidos, começamos a recobrir com pedaços de revista molhados no grude.Essa troca de camadas jornal / revista, serve para que possamos contar as camadas de revestimento que deverá chegar até 6 camadas.Ora jornal, ora revista.Deixar secar, de preferência ao sol para não mofar.
Quando estiver bem seco, com um estilete cortamos um lado até tirarmos o pote que deu origem ao molde.Fechamos com fita adesiva e continuamos com a técnica de recobrir com o papel até ficar bem firme.O ideal são 15 camadas.Se a peça for uma bacia ou uma lixeira grande, ir até 20 camadas.Enquanto as peças secam, as sobras do grude devem ficar em refrigeração.O ideal é não fazer muito, para não sobrar.O ponto do grude deve ser bem deslizante, como uma bebida láctea.Essa técnica não deverá ser pintada, perde a características.No máximo um verniz para finalizar.Na última camada, use a imaginação... um papel de presente... coadores de café escovadores ... ou até papel kraft.



FONTE: professoras:Cida, Caroline e Tatiane, funcionárias da Floram, que em visita a nossa escola Osmar Cunha, no dia 12.08.08, que realizaram com nós, os alunos do Topas, essa oficina de papietagem.


postado por:Renata dos Santos da Silva

Através deste texto de L.F. Veríssimo, queremos mostrar como é difícil a comunicação no nosso dia a dia

Através deste texto de L.F. Veríssimo, queremos mostrar como é difícil a comunicação no nosso dia a dia.


É importante saber o nome das coisas. Ou, pelo menos, saber comunicar o que você quer. Imagine-se entrando numa loja para comprar um... um... como é mesmo o nome ?
“Posso ajudá-lo, cavalheiro?”
“Pode. Eu quero um daqueles, daqueles...”
“Pois não?”
“Um... como é mesmo o nome?”
“Sim?”
“Pomba! Um... um... Que cabeça a minha. A palavra me escapou por completo. É uma coisa simples, conhecidíssima.”
“Sim senhor.”
“O senhor vai dar risada quando souber.”
“Sim senhor.”
“Olha, é pontuda, certo?”
“O quê, cavalheiro?”
“Isso que eu quero. Tem uma ponta assim, entende? Depois vem assim, assim, faz uma volta, aí vem reto de novo, e na outra ponta tem uma espécie de encaixe, entende? Na ponta tem outra volta, só que esta é mais fechada. E tem um, um... Uma espécie de, como é que se diz? De sulco. Um sulco onde encaixa a outra ponta, a pontuda, de sorte que o, a, o negócio, entende, fica fechado. É isso.
Uma coisa pontuda que fecha. Entende?”
“Infelizmente, cavalheiro...”
“Ora, você sabe do que eu estou falando.”
“Estou me esforçando, mas...”
“Escuta. Acho que não podia ser mais claro. Pontudo numa ponta, certo?”
“Se o senhor diz, cavalheiro.”
“Como, se eu digo? Isso já é má vontade. Eu sei que é pontudo numa ponta. Posso não saber o nome da coisa, isso é um detalhe.
Mas sei exatamente o que eu quero.”
“Sim senhor. Pontudo numa ponta.”
“Isso. Eu sabia que você compreenderia. Tem?”
“Bom, eu preciso saber mais sobre o,a, essa coisa. Tente descrevê-la outra vez. Quem sabe o senhor desenha para nós?”
“Não. Eu não sei desenhar nem casinha com fumaça saindo da chaminé. Sou uma negação em desenho”
“Sinto muito.”
“Não precisa sentir. Sou técnico em contabilidade, estou muito bem de vida. Não sou um débil mental. Não sei desenhar, só isso. E hoje, por acaso, me esqueci do nome desse raio. Mas fora isso, tudo bem. O desenho não me faz falta. Lido com números. Tenho algum problema com os números mais complicados, claro. O oito, por exemplo. Tenho que fazer um rascunho antes. Mas não sou um débil mental, como você está pensando.”
“Eu não estou pensando nada, cavalheiro.”
“Chame o gerente.”
“Não será preciso, cavalheiro. Tenho certeza de que chegaremos a um acordo. Essa coisa, que o senhor quer, é feita do quê?”
“É de, sei lá. De Metal.”
“Muito bem. De metal. Ela se move?”
“Bem... É mais ou menos assim. Presta atenção nas minhas mãos. É assim, assim, dobra aqui e encaixa na ponta, assim.”
“Tem mais de uma peça? Já vem montado?”
“É inteiriço. Tenho quase certeza de que é inteiriço.”
“Francamente...”
“Mas é simples! Uma coisa simples. Olha: assim,assim, uma volta aqui,vem vindo,vem vindo, outra volta e clique, encaixa.”
“Ah, tem clique. É elétrico.”
“Não! Clique, que eu digo, é o barulho de encaixar.”
“Já sei!”
“Ótimo!”
“O senhor quer uma antena externa de televisão.”
“Não! Escuta aqui. Vamos tentar de novo...”
“Tentemos por outro lado. Para que serve?”
“Serve assim para prender. Entende? Uma coisa pontuda que prende. Você enfia a ponta pontuda por aqui, encaixa a ponta no sulco e prende as duas partes de uma coisa.”
“Certo. Esse instrumento que o senhor procura funciona mais ou menos como um gigantesco alfinete de segurança e...”
“Mas é isso! É isso! Um alfinete de segurança!”
“Mas do jeito que o senhor descrevia parecia uma coisa enorme, cavalheiro!”
“É que eu sou meio expansivo. Me vê aí um... um... Como é mesmo o nome?”

VERÍSSIMO L.F. Para gostar de ler : Crônicas
Postado por : Eduardo Zis

Atividades




Palestra da COMCAP - Destino do Lixo;
Profª. Michella de Português;
Profª. Carla de Ciências.
Postado por: Paula Silva

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Reflexões sobre as Olimpíadas, segundo a visão do Topas.

Em cima dos resultados dos Jogos Olímpicos desse ano, a nossa turma realizou uma socialização, levantando dois questionamentos: as maiores surpresas e as maiores decepções.
No aspecto surpresa: (...) a abertura que foi linda; atletas suspensos no ar para acender a tocha olímpica; Maureen.., o esforço e a promessa de saltar além de 7,4 mts. ganhando assim a 1ª medalha de ouro feminina; as mulheres serem a maioria no ouro e...o tombo do atleta Diego Hipólito.
No aspecto decepção: (...) o Brasil como potência, ganhar tão poucas medalhas e ficar em 23º lugar; o Brasil perder, no futebol masculino, para a Argentina; ganhar apenas 03 medalhas de ouro; a troca das meninas cantoras; mostrarem, como se fosse ao vivo, uma apresentação filmada préviamente; os EUA não terem ficado em 1º lugar no quadro de medalhas; mais de 200 atletas brasileiros participarem da olimpíada e ganharem tão poucas medalhas; até quando o Brasil vai se contentar com tão poucos resultados; a Ginástica Olímpica não ter ganho medalha nenhuma.
...até 2012/ Londres. Quem sabe ocorram mudanças positivas e o Brasil fique numa melhor classificação.

CURIOSIDADES SOBRE AS OLIMPÍADAS

Desde o início das Olimpíadas da era moderna, que aconteceu no ano de 1896, o Brasil ganhou apenas 16 medalhas de ouro.

1) tiro ao alvo - Guilherme Paraense - Antuérpia/ 1920;
2) salto triplo - Adhemar F. da silva -Helsinque / 1952;
3) salto triplo­ - Adhemar F.da Silva- Melbourne/ 1956;
4) vela - Eduardo Pemido e Marcos Soares-
Moscou / 1980;
5) atletismo - Joaquim Cruz ( 800 m. rasos ) -
Los Angeles / 1984;
6) judô- Aurélio Miguel - Seul / 1988;
7) vôlei masculino - Barcelona / 1992;
8) judô - Rogério Sampaio Cardoso - Barcelona / 1992
9) vôlei de praia - Jaqueline Silva e Sandro Pires-Atlanta / 1996;
10) vela - Robert Scheidt e Sandro Pires -Atlanta / 1996;
11) vela - Torben Grael e Marcelo Ferreira -
Atlanta / 1996;
12) vôlei masculino ( equipe ) - Atenas / 2004;

13) vôlei de praia -Ricardo e Emanuel - Atenas / 2004;
14) vela -Robert Scheidt-Atenas / 2004;
15) hipismo- Rodrigo Pessoa -Atenas / 2004;
16) vela – Torbem Grael e Marcelo Ferreira – Atenas / 2004.

O que é uma Mandala?

Mandala é um guia tão velho como o mundo. A palavra tem origem num antigo idioma da Índia. O sânscrito. Significa "circuito", ou seja, designa uma figura ao redor de um centro, seja ela redonda ou quadrada. Apesar de muitos acharem que mandala é do oriente, não é não, ela é UNIVERSAL. Ela está, onipresente em toda espécie de cultura. Se observarmos as diferentes civilizações do mundo, veremos que em todas elas, existe a presença de uma mandala. Citamos o exemplo das tendas e acampamentos indígenas. Sempre há um centro acolhedor de amor. Porquê amor? Amor une! Centraliza! Pacifica! Ali, encontramos uma energia condensada, um foco, um eixo. Quem já não ouviu alguém dizer quando não está bem:-estou desnorteado, reparam? A vida do homem é um círculo. Nascemos, vivemos e morremos. O sol se põe e nasce outra vez...note o circuito! Nas estações do ano...,dia e noite..., sol e lua.
O segredo da perfeita harmonia da mandala está na complementaridade e simboliza o fator essencial de toda existência: a organização. Simboliza toda criação; passada, presente e futura.
Encerrando nossas pesquisas sobre este tema, que complica mas é lindo, encontramos uma frase belíssima de Danilo Hernandez, mestre em yoga..'' AS MANDALAS REFLETEM DE UMA FORMA MISTERIOSA A ORDEM DA NATUREZA.''

Fazendo Mandalas...com Nei da COMCAP.





No dia 27.08.08, em nossa sala de aulas, recebemos a visita do Nei da COMCAP. O objetivo foi de realizar uma oficina para aprendermos a fazer MANDALAS com materiais reciclados. O início de tudo foi:..um disco velho de vinil, um cd e uma folha de ofício.

Com esses materiais em mãos, Nei nos ensinou a fazer uma dobradura de papel e com a técnica do kirigama, recortamos aleatoriamente, observando um segredinho, não se pode cortar tudo, algumas bases do papel ficam sem o vazado, do contrário o trabalho pode desmanchar. O resultado foi surpreendente. A cada recorte, pudemos observar ao abrir o que antes era uma dobradura, figuras belíssimas. Uma fica sempre diferente da outra. Lembramos dos velhos guardanapos de crochê de nossas avós. Um rendado perfeito! Depois desse passo, colamos o kirigama no vinil...podíamos escolher se o cd ficava colocado em baixo ou em cima. Independente da ordem, os trabalhos ficavam lindos. E o entusiasmo era grande. Cada um de nós queria recortar mais e mais. Bem pessoal, nossos trabalhos estão pendurados no teto e nas janelas de nossa sala. Esquecemos de um detalhe....para fazer o furo no vinil para passar o cordão, usa-se um prego quente. Nessa hora temos que cuidar para não queimar as mãos.